Eu bem que tentei

Eu nunca repasso correntes. Eu não acredito em mensagens de ajuda, mas desta vez me pegaram.

Li, no site Vira Lata-SP, sobre um cão-guia abandonado. E eu sou simplesmente apaixonada por estes animais. Penso, até, em escrever uma matéria sobre isso aqui pro blog. E até já inicei umas pesquisas, mas foi através desta notícia que pude ter mais informações concretas sobre os procedimentos e da seriedade das empresas que fazem os treinamentos.

Assim que li dois retwitters sobre o assunto, me comovi. Cliquei no link e li a notícia. Me mobilizei e imediatamente entrei em contato com algumas entidades que ou lidam com os deficientes visuais, como o caso da Fundação Dorina Nowill, ou que treinam estes animais, como o caso da escola de cães Helen Keller e do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), para que elas também pudessem ajudar.

A minha tentativa era fazer algo de concreto que permitisse que o tal animal ajudasse outras pessoas. As três instituições prontamente me atenderam, me responderam ao e-mail ou então me ligaram diretamente. As três me ensinaram coisas importantes e me deixaram duvidando da tal notícia.

Elas me disseram, por exemplo, que estes animais não tem custo para seu donos deficientes e são, na verdade e fundamentalmente, das escolas que o treinam, por isso a notícia espantou a todos eles. Em casos como este de morte do dono, que já aconteceram e podem acontecer sempre, os cães são devolvidos para a escola e, se ainda tiverem com idade boa para trabalhar, são enviados a outra pessoa. Já quando eles são velhos demais para trabalhar, o cão pode continuar com a família do dono e se aposenta, tendo um resto de vida feliz e com quem já tinha convívio. Portanto, a escola tem responsabilidade sobre esse animal.

Também me disseram que no Brasil o número de cães-guia é bem reduzidos, fazendo eles já de início acreditar que a história não fosse totalmente verdadeira. No exterior, eles me informaram que há filas de esperas por um animal. Mas não sei precisar sobre isso aqui no Brasil.

Depois, sem conseguir contato algum tentei com a pessoa que postou a notícia no site e até com quem retuitou a mensagem. Hoje, a resposta é de que a pessoa, que passou primeiramente a informação e deixa seu contato na notícia, não deixou adotarem o cão e foi grossa com Marina, que postou a notícia.

O importante é que as três instituições prontamente se dispuseram a ajudar, o que confirmou quão sério eles são com a causa que defendem e isso, pra mim, foi o que acabou valendo de tudo.

Então, agradeço a:

Taís, presidente da Iris e da Fundação Dorina Nowill, que me ligou e prontamente se dispôs a ajudar;

 José e Moisés, também da Iris, que me ligaram, me explicaram e me encheram de perguntas para também tentar ajudar e

ao Fabiano, da Escola Helen Keller, que respondeu meu e-mail minutos depois do meu envio e me explicou tantas coisas.

Agora, depois dessa, só não sei quando acreditarei novamente em uma mensagem de pedido de ajuda.

Por Adriana Franco

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Um comentário em “Eu bem que tentei

  1. Cara Adriana, seu papél foi fundamental e entre tantas coisas possíveis, posso te garantir que serviu para nos dar força para continuar lutando, pois você é prova que muita gente se importa com o próximo e, não se esquivam quando são chamado a luta.
    um grande abraço, nosso muito obrigado e meus parab´nes por você ser assim.
    José

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