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Manifesto somos todos humanos

30 abr

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem discriminação em seu local de trabalho devido a cor de sua pele. Seja no campo de futebol, no escritório de uma multinacional, no interior de uma loja ou em qualquer outro lugar, a discriminação é um fato.

 

O que sofreu Daniel Alves em campo no último domingo é o que acontece sistematicamente em muitos lugares ao redor do mundo. No entanto, na maioria dos outros casos, a situação está entre quatro paredes e não é transmitida ao vivo para o mundo todo, gerando reações imediatas que embora ganhem espaço e status pouco refletem na consciência, alteram o pensamento vigente ou nas ações praticadas pela sociedade como um todo.

 

Espero que o fato ocorrido no último domingo promova reflexão na sociedade e, principalmente, uma mudança positiva nas estruturas vigentes de tal maneira que possam culminar em mais negros em cargos de chefia, na equiparação salarial entre brancos e negros, na ascensão de negros na política e no fim da discriminação racial em qualquer maneira que exista e esteja em vigor na sociedade.

V Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística

7 jan

Repórteres, editores e chefes de reportagem de qualquer veículo, além de estudantes e professores de curso de comunicação podem participar da V edição do Concurso Tim Lopes.

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de janeiro através do site (www.andi.org.br/timlopes). Com o tema “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes” o concurso premiará projetos de reportagens e não matérias já publicadas.

Para participar é necessário preencher o formulário de inscrição no site do concurso. As melhores propostas de pauta sobre o problema da violência sexual contra crianças receberão apoio técnico e financeiro para sua realização. As bolsas variam de R$ 10.500,00 a R$ 16 mil. Os ganhadores também receberão ao final mais R$ 3 mil.

O Concurso é uma iniciativa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), da Childhood Brasil (Instituto WCF) e da Save The Children Suécia e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes de drogas enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes, em uma favela do Rio de Janeiro.

 Com informações da Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Programa de índio

25 abr

indio

Nos anos de 1980, a rádio USP colocou no ar um programa inteiramente voltado a dar voz aos povos indígenas. Semanalmente durante 30 minutos ia ao ar o pensamento, a voz, as idéias, os sons, as expectativas e o cotidiano sobre diversas etnias indígenas brasileiras.

A programação durou quatro anos e nove meses e era comandada por Álvaro Tukano, Biraci Brasil e Ailton Krenak. Não encontrei informações sobre o fim do programa e seus motivos, mas o fato é que agora todos os programas estão de volta no site Programa de Índio.

Através de um Edital Petrobras Cultural foi possível recuperar os 220 programas, digitalizá-los e disponibilizá-los na internet. Além do site contando a história, o site também possui um blog.

Vale a pena conferir.

Este é um bom exemplo de como deveríamos utilizar os meios de comunicação: respeitando o direito de todos se comunicarem, preservando a livre expressão, a liberdade, a inclusão e respeitando as diferenças. É por isso que ainda acredito em um mundo melhor e no potencial transformador do jornalismo como ferramenta para esta construção.

E concordo com Verônica Almeira (em A mídia e os direitos humanos, publicado no livro Políticas Públicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo) quando ela diz: “Os meios de comunicação de massa tiveram e têm um importante papel na divulgação, análise e fiscalização das diferentes gerações de direitos humanos e das violações dos mesmos. O trabalho da mídia fomenta e assegura a garantia da liberdade de pensamento e de expressão das múltiplas vozes que compõem uma sociedade.”

Mais um curso na área

22 abr
13ª edição do Curso Online de Desenvolvimento Humano para Jornalistas

13ª edição do Curso Online de Desenvolvimento Humano para Jornalistas

Acabei de ler o e-mail que me credenciou para o 13º Curso Online Desenvolvimento Humano para Jornalistas, realizado pela Abraji em parceria com o Instituto Ayrton Senna.

Nem preciso dizer que estou super feliz – principalmente porque cursos nesta área é tão difícil. Na edição anterior eu também tinha me cadastrado, mas não tinha sido selecionada. Mas desta vez deu certo. Até me anima mais, já que ainda não sei se vou conseguir continuar o curso da USP, devido ao novo emprego.

Agora, vou ter ainda mais bagagem para continuar aqui. Daqui a pouco vem mais posts interessantes. Mas é que a notícia é tão boa, que resolvi dividir com vocês. Além do mais, acabo difundindo mais o curso e incentivando mais pessoas a fazer.

Indicação de leitura

20 abr

Aproveitando que já citei o livro abaixo vou aproveitar para falar mais dele. O livro Políticas Públicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo é uma reunião de artigos sobre vários assuntos importantes.

Além de trazer a cada capítulo, a visão de um especialista – ora sobre a cobertura de imprensa, ora sobre o tema em si – e a visão da redação com um jornalista falando da cobertura e dos desafios e dificuldades de abordar o assunto tanto na mídia quanto os desafios a serem encarados pelos jornalistas, o livro traz dados de pesquisas e informações coletadas pela ANDI em algumas análises de mídia feita por ela. Ou seja, há SEMPRE embasamento.

Eu diria que o livro é leitura obrigatória para quem quer não só entrar no arenoso campo da cobertura social e responsável, mas também para todos que querem fazer boas coberturas. O livro traz muitas informações e dicas.

Eu, por exemplo, listei mais de 15 indicações bibliográficas – ah, também tem isso: ao final de cada artigo há indicações e referências bibliográficas, que acabam lhe permitindo se aprofundar ainda mais no assunto, se assim quiser – e mais de 20 itens para pesquisar sobre os temas abordados.

Eu ainda não terminei de ler, estou no penúltimo capítulo e enrolando para chegar no último e mais esperado, que tem o foco no ensino e atuação jornalística em si. Mas estou assim porque acho que vai ser o melhor capítulo e meu livro veio com um probleminha de impressão (tem 4 páginas mal impressas), que não vai me permitir ler. Enquanto não troco o livro enrolo porque estou com medo de chegar no capítulo e ficar me corroendo de vontade de ler, sem poder.

Enfim, o livro aborda Políticas Públicas, Políticas Públicas Sociais, Eleições, Oorçamento, Aavaliação das Ppolíticas Ppúblicas, Desenvolvimento Hhumano, Desigualdade e Pobreza, Direitos Humanos, Direitos da Infância, Diversidade e Foco no Ensino do Jornalismo.

Aconselho, mesmo sem ter chegado ao fim.

Serviço:
Políticas Públicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo
Guilherme Canela (organizador)
Editora Cortez
344 páginas

Como deveria ser

19 abr

“Acreditamos que o jornalismo, enquanto instituição central das democracias, possui uma responsabilidade diferenciada nos esforços para a proteção, promoção e garantia dos direitos humanos – e, logo, é peça chave no complexo quebra-cabeças que vincula distintos caminhos rumo a patamares mais consistentes de desenvolvimento humano, inclusivo e sustentável.

Este triângulo – democracia, desenvolvimento e direitos humanos – só tem a fortalecer-se com a prática disseminada de um jornalismo de qualidade, aquele que atua como pólo irradiador de informações contextualizadas para todos os cidadãos e cidadãs, que colabora para um debate público plural em torno das questões prioritárias para a sociedade e que se posiciona de foma destacada  no sistema de freios-e-contapesos responsável por fiscalizar a implementação de políticas públicas.”

 

Veet Vivarta e Ely Harasawa em Políticas Públicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo

Começando

18 abr

É difícil começar. Mas é bom. Já faz sete anos que existo na blogosfera e desde o ano passado acalento a vontadinha de fazer um blog sobre jornalismo, sobre o lado que eu escolhi da tão sonhada profissão, sobre jornalismo social (embora ache que todo jornalismo deveria ser social, mas se essa é uma forma de denominar esse jeito de atuar, que seja!).

Mas a vontade é acalentada com amor, carinho, respeito e receio. Então, fui alimentando esse desejo e não deixei me levar pelo impulso. Preferi deixar passar alguns turbilhões (que com a mudança de emprego, não terminou ainda completamente, mas eu cansei de esperar) e encarar o desafio de cabeça pensada.

Então, começo hoje, aqui e agora esse blog. Com algumas idéias do que abordarei aqui e cheia de vontade de encarar o desafio de falar sobre jornalismo, direitos humanos, direitos sociais, políticas públicas, entre outras coisas que tangem tudo isso.

Seja bem vindo!