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Pelo Dia internacional da Luta contra a Aids sem discriminação

1 dez

Hoje, 1º de dezembro, organizações, entidades governamentais e pessoas do mundo inteiro lembram e se manifestam pelo Dia Internacional da Luta contra a Aids. A união destes esforços tem como objetivo gerar uma maior consciência sobre o HIV/Aids e mostrar solidariedade internacional ante à pandemia.

Com a data, temos a oportunidade de conhecer e divulgar sobre prevenção, tratamento e atenção aos afetados, além de podermos lançar um olhar mais atencioso aos países com elevada prevalência da doença.

Dados mundiais

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 33,4 milhões de pessoas estavam contaminadas pelo vírus HIV no mundo em 2008. Estima-se que 2,7 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus e que 2 milhões morreram em decorrência da Aids.

A África Subsaariana continua sendo a região mais afetada pelo HIV. Em 2008, a região tinha 67% das pessoas infectadas do mundo, 68% dos novos casos em adultos e 97% das novas infecções nas crianças.

Dados do Brasil

Em 2010, 17,9 pessoas em cada 100 mil habitantes foram infectadas pelo vírus HIV no Brasil. O número denota uma leve redução na notificação de novos casos em comparação com o ano de 2009, que registrou 18,8/100 mil habitantes. Já a prevalência (estimativa de pessoas infectadas) permaneceu estável em cerca de 0,6% da população.

Já nos casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou aleitamento, a taxa de incidência caiu 41% entre 1998 e 2010.

De 1980 a junho de 2011, o Brasil já registrou 608.230 casos. O maior número está concentrado na região sudeste com 56,4% dos casos, seguido da sul com 20,2%. A região nordeste concentra 12,9%, a centro-oeste 5,8% e a nordeste 4,6%.

De 1980 a junho de 2011 foram identificados 14.127 casos de aids em menores de cinco anos. De 1998 a 2010, o Brasil reduziu em 40,7% a taxa de incidência de casos de aids em crianças menores de 5 anos – o número de casos caiu de 5,9 para 3,5 a cada 100 mil habitantes.

O número de óbitos no Brasil por aids, de 1980 a 2010, é de 241.469. A maioria, de acordo com o Ministério da Saúde, concentrou-se na região Sudeste (64,2%), seguida pelas regiões sul (16,7%), nordeste (10,8%), Centro-Oeste (4,8%) e Norte (3,4%). Desde 1998, o coeficiente de mortalidade vem se mantendo estável no país.

Sem preconceito e discriminação

A Constituição Federal brasileira veda qualquer tipo de discriminação. Alguns estados – como Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo – reforçam em sua legislação a vedação específica da discriminação em razão do HIV/Aids.

Além disso, a constituição ampara os portadores do HIV garantindo a dignidade humana e o acesso à saúde pública e também possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação como os portadores de HIV.

Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, os Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus e da Aids com o intuito de garantir direitos básicos à informação e à vida social dos portadores da síndrome.

Este ano, a campanha do Dia Mundial da Luta contra a Aids aborda justamente a temática do preconceito. Por meio do slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se.”, a campanha reforça a necessidade de discutir a vulnerabilidade dos jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/Aids. Além disso, a campanha também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual. Participe!

Site do ACNUR-Brasil publica cartilha sobre direitos da mulher

31 jan

A cartilha “Direitos da Mulher”, recém publicada no site da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), foi desenvolvida no marco da iniciativa “Amazonaids Mulheres” do programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS. A publicação foi resultado da parceria entre ACNUR, UNAIDS, UNFPA, UNIFEM e OPAS/OMS e busca informar as mulheres sobre as diversas situações de violência de que podem ser vítimas e como se prevenir e buscar ajuda. Também explica os direitos sexuais e reprodutivos e as formas de prevenção ao HIV/AIDS e a outras doenças sexualmente
transmissíveis.

A violência contra a mulher atinge mulheres dentro e fora da família e não é praticada somente por meio de agressão física. Existe também a violência psicológica, moral, patrimonial e sexual. A violência sexual pode ocasionar gravidez indesejada e abortos espontâneos, aumentando o risco de infecção por doenças sexualmente transmissíveis e pelo HIV. É importante saber que a violência pode ocorrer no espaço público e no espaço doméstico.

Este guia tem por objetivo servir de auxílio para todas as mulheres vítimas de violência e para todas as pessoas que queiram atuar no
enfrentamento à violência contra a mulher.

Para acessar a publicação, clique aqui.

Fonte: RETS

Do que nós precisamos?

14 jan

É difícil ver iniciativas empresariais que sejam realmente verdadeiras. Pelo menos eu sempre desconfio. Mas hoje assisti ao vídeo StrabucksLoveProject.com e simplesmente amei. Fiquei toda arrepiada.

A rede americana Starbucks doará 5 centavos de dólar a cada acesso ao vídeo, que está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Nh7D2g5v-Sg, para a campanha contra a Aids na África.

Aids na África

O continente africano é o mais atingido pela doença. Desde a descoberta do HIV, nos anos 80, cerca de 11,5 milhões de pessoas foram vítimas na África Meridional – número quase igual ao da população da cidade de São Paulo.

No Zimbábue, país que junto com Botsuanda tem as taxas mais altas, 25% de todos os adultos estão infectados pelo vírus. No país vizinho, a Zâmbia, uma em cada quatro crianças com menos de 15 anos é órfão de pais que faleceram devido à doença. E a tendência é de que os números cresçam até 2020.

Na década que se inicia, um milhão de crianças devem ter seus pais mortos pela Aids, acredita a ONU.

Até mesmo a África do Sul, país mais rico de continente e que marcou a história da medicina ao realizar o primeiro transplante de coração, escapou. Em pouco mais de uma década, quase 3 milhões de casos foram registrados deixando 360.000 mortos.

Além da falta de informação, o tratamento no continente africano custa para um único paciente o equivalente a um ano de estudo para 400 crianças.

Ao que tudo indica, nós precisamos de amor, mas a África necessita de muito mais que isso. Acesse o vídeo, faça você também alguma coisa.