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Ajudando em 2011 – a missão

10 jan

O primeiro post que fiz este ano falava justamente de como ajudar ONGs sem fazer muito esforço. Petições online e outras manifestações via internet também podem ajudar bastante, sabia?

Participar de discussões, incentivas debates, promover novas ideias também é uma forma de contribuir sem fazer grandes esforços (mas, claro, dedicando-se minimamente). Por isso, venho replicar um pedido que recebi por e-mail na semana passada. Basta assinar a petição online para tentar manter uma ONG que atua no bairro da Pompéia, em SP, e que apesar de ajudar muitas pessoas pode ser extinto.

Segue o email que recebi na íntegra:

Na paróquia da Praça Cornélia, em frente a Rua Clélia, tem um projeto animal chamado Reciclázaro > www.reciclazaro.org.br
É um projeto social desenvolvido pelo Padre José Carlos Spinola que criou uma cooperativa de recilclagem e colocou todos os moradores de rua da praça para trabalhar. Ao mesmo tempo que inseriu os moradores de rua no trabalho, fez com que toda a comunidade da região abraçasse a reciclagem. São 70 toneladas de material reciclado por mês e cerca de 100 famílias que lá trabalham. A gente leva lá o nosso lixo reciclável e conhece bem o projeto. Fora isso o Reciclázaro tem atividades sociais paralelas como albergues para moradores de rua, clinica de reabilitação, casa para mulheres vítimas de violência e também com hiv, entre outros.

Infelizmente tem um Cardeal, Dom Odilo Scherer, que é contra o projeto e transferiu o padre José Carlos para conseguir proibir a coleta no espaço da igreja cedido pelo padre. Parece que há tempos ele estava tentando acabar com isso mas com o padre na Igreja ficava difiícil. E o padre pelo voto que fez “tem” que obedecer a ordem do Cardeal e aceitar a transferência. Estive conversando com o pessoal que trabalha lá e todos estão desolados pois não conseguem outro lugar para tocar o trabalho. Ele não quer acabar com todo o projeto “só” com o espaço da coleta, porém a coleta é a principal atividade. Sem coleta, fica difícil manter o Reciclázaro. E sem o principal ativista lá eles tb perdem o rumo pois são pessoas que não tem muita instrução e precisam desse líder.

Enfim, existe um abaixo assinado elaborado por moradores da região. Gostaria de pedir para que assinassem e ajudassem a gente a manter esse importante projeto.

O Abaixo Assinado virtual se encontra nesse endereço > http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7853

“A latinha volta a ser latinha, o papel volta a ser papel, o vidro volta a ser vidro, o plástico volta a ser plástico e o Ser Humano, volta a ser Ser Humano”. Padre José Carlos Spinola, presidente e fundador da entidade.’

Valeu galera!”

Assim fica fácil ajudar, não é? Então, assina lá. Eu agradeço.

Ajudando em 2011

3 jan

Ouvi da minha irmã que a resolução de ano novo dela seria fazer voluntariado em 2011. Justo e bom. Eu, que faço há alguns anos, apoiei e incentivei a ideia. Imagino que muitos, como ela, farão a mesma promessa de ano-novo. Alguns cumprirão enquanto outros deixarão mais uma vez essa iniciativa passar entre as coisas que não vai ter tempo ou não vai poder/conseguir cumprir este ano.

A maioria alega falta de tempo embora eu acredite que tempo a gente sempre arruma quando quer. Outros dirão que não encontraram uma entidade com a qual se identificasse e essa é até uma boa desculpa, em partes, porque eu defendo que há mesmo que haver uma identificação entre a instituição e o voluntário porque sem troca isso não funciona, mas tem tantos sites que podem ajudar nesta busca e instituições é o que não faltam que a desculpa quase cai na mesmice da falta de vontade real da anterior.

Agora, os paulistanos podem ajudar de outra maneira. Não é com tempo, nem com esforço, nem com nada. Apenas doando sua nota fiscal paulista. Em tempo, eu explico: No estado de São Paulo, toda compra feita pode ser revertida em créditos para você abater de impostos ou receber em uma conta. Ao todo, 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento é devolvido aos consumidores. E virou mania. Pode-se pedir a nota em QUALQUER estabelecimento. Os próprios caixas e atendentes já oferecem o benefício. Tem gente que aceita e, então, informa seu CPF para receber os créditos. Já muitas pessoas, assim como eu, ainda ficam com o pé atrás desta iniciativa e recusam o benefício.

Pois bem, desde maio de 2009 todas as notas e créditos podem ser doados para instituições sociais. Está vendo como é fácil ajudar? Basta enviar os cupons fiscais sem identificação de CPF ou CNPJ para a instituição de sua preferência até  final do mês da compra. Você pode fazer como eu: juntar as notas do mês e enviá-las na última semana do mês todas juntas.

Talvez seja importante primeiro se informar se a instituição está cadastrada e se recebe benefícios desta maneira, mas pelo que pude notar esta tem sido sim uma prática adotadas por muitas instituições. Nos caixas do Pão de Açúcar perto da minha casa tem uma caixinha de doação de notas fiscais paulistas para o Hospital do Câncer de Barretos. A instituição com a qual colaboro,  InPros, também recebe (e é pra onde vou enviar as minhas), mas você pode procurar outras entidades. Pelos shoppings da cidade de São Paulo, durante as compras de natal, havia muitas caixas destas espalhadas pelos pavimentos pedindo e incentivando as doações.

Eu que gostei da ideia resolvi escrever sobre ela aqui para incentivar que mais pessoas façam o mesmo. Por isso, se você quer ajudar procure entidades sérias com causas com as quais você se identifica e se não der tempo de colaborar com sua presença ou ajuda financeira, pelo menos, doe suas notas paulistas. Com certeza, esta já será uma boa ajuda!

Eu bem que tentei

18 nov

Eu nunca repasso correntes. Eu não acredito em mensagens de ajuda, mas desta vez me pegaram.

Li, no site Vira Lata-SP, sobre um cão-guia abandonado. E eu sou simplesmente apaixonada por estes animais. Penso, até, em escrever uma matéria sobre isso aqui pro blog. E até já inicei umas pesquisas, mas foi através desta notícia que pude ter mais informações concretas sobre os procedimentos e da seriedade das empresas que fazem os treinamentos.

Assim que li dois retwitters sobre o assunto, me comovi. Cliquei no link e li a notícia. Me mobilizei e imediatamente entrei em contato com algumas entidades que ou lidam com os deficientes visuais, como o caso da Fundação Dorina Nowill, ou que treinam estes animais, como o caso da escola de cães Helen Keller e do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), para que elas também pudessem ajudar.

A minha tentativa era fazer algo de concreto que permitisse que o tal animal ajudasse outras pessoas. As três instituições prontamente me atenderam, me responderam ao e-mail ou então me ligaram diretamente. As três me ensinaram coisas importantes e me deixaram duvidando da tal notícia.

Elas me disseram, por exemplo, que estes animais não tem custo para seu donos deficientes e são, na verdade e fundamentalmente, das escolas que o treinam, por isso a notícia espantou a todos eles. Em casos como este de morte do dono, que já aconteceram e podem acontecer sempre, os cães são devolvidos para a escola e, se ainda tiverem com idade boa para trabalhar, são enviados a outra pessoa. Já quando eles são velhos demais para trabalhar, o cão pode continuar com a família do dono e se aposenta, tendo um resto de vida feliz e com quem já tinha convívio. Portanto, a escola tem responsabilidade sobre esse animal.

Também me disseram que no Brasil o número de cães-guia é bem reduzidos, fazendo eles já de início acreditar que a história não fosse totalmente verdadeira. No exterior, eles me informaram que há filas de esperas por um animal. Mas não sei precisar sobre isso aqui no Brasil.

Depois, sem conseguir contato algum tentei com a pessoa que postou a notícia no site e até com quem retuitou a mensagem. Hoje, a resposta é de que a pessoa, que passou primeiramente a informação e deixa seu contato na notícia, não deixou adotarem o cão e foi grossa com Marina, que postou a notícia.

O importante é que as três instituições prontamente se dispuseram a ajudar, o que confirmou quão sério eles são com a causa que defendem e isso, pra mim, foi o que acabou valendo de tudo.

Então, agradeço a:

Taís, presidente da Iris e da Fundação Dorina Nowill, que me ligou e prontamente se dispôs a ajudar;

 José e Moisés, também da Iris, que me ligaram, me explicaram e me encheram de perguntas para também tentar ajudar e

ao Fabiano, da Escola Helen Keller, que respondeu meu e-mail minutos depois do meu envio e me explicou tantas coisas.

Agora, depois dessa, só não sei quando acreditarei novamente em uma mensagem de pedido de ajuda.

Por Adriana Franco