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Jovens constroem casas para famílias carentes

28 ago

Criada no Chile, a ONG “Um Teto para meu País” atua em diversos países da América Latina, reunindo jovens universitários para construírem casas de emergência para famílias que vivem em condições de extrema pobreza. No Brasil, a ONG realizará uma grande ação, no dia 29 de agosto, em São Paulo, para arrecadar fundos para a construção de novas casas

Você consegue imaginar quantas famílias moram, hoje, em barracos de favela, em toda a América Latina? Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cresce cada vez mais o número de brasileiros que vivem, em condições precárias, nas grandes favelas das capitais do país. A informação, claro, é preocupante, mas já existem ONGs lutando, com eficiência, contra essa realidade. 

Entre elas, a UTPMP Um Teto para meu País. A ONG foi criada no Chile, em 1997, por estudantes universitários, com o objetivo de construir – com as próprias mãos – casas de emergência para famílias que vivem em condição de extrema pobreza e, posteriormente, traçar planos de habitação social para comunidades carentes inteiras. 
Depois de conseguir ajudar 85% das famílias necessitadas do Chile, a iniciativa se expandiu por 15 países da América Latina – entre eles, o Brasil. Atuando desde 2006 no nosso país, o Teto – como é conhecido internamente – já construiu 195 casas de madeira em 4 municípios paulistas – São Paulo, Itapeva, Guarulhos e Suzano –, com a ajuda de mil voluntários universitários, entre 18 e 29 anos. 

Para aumentar o número de casas de emergência construídas, a ONG realizará, no dia 29 de agosto, um mutirão para arrecadar fundos para a causa. 500 jovens universitários se espalharão por 50 pontos diferentes da capital paulista, pedindo contribuições financeiras sob o slogan “Construa com 5” – o valor de R$ 5, no entanto, é apenas uma meta e os voluntários aceitarão, também, outras quantias em dinheiro. 

A longo prazo, o objetivo do Teto é expandir a iniciativa para outras regiões do país e, assim, desenhar um Brasil em que, no futuro, nenhuma família precisará de casas de emergência, pois todos viverão em moradias dignas. Utopia? Talvez não, se todos ajudarem. Os interessados em colaborar com a causa podem entrar em contato com a ONG por e-mail

Coleta da UTPMP

Data: 29 de agosto
Horário: das 8h às 17h
Local: cidade de São Paulo

Fonte: Planeta Sustentável

América Latina: hostilidade para defensores dos Direitos Humanos

27 jun

Os defensores dos direitos humanos na maioria dos países da América Latina tiveram que fazer frente a uma hostilidade cada vez maior das autoridades ou de grupos privados, como denuncia um relatório do Observatório para a Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos apresentado hoje.

O Brasil aparece no documento nas menções a investigações sobre financiamento de ONGs, à instrumentalização do sistema judiciário para punir atividades em prol dos direitos humanos e a perseguições, ameaças e tentativas de assassinato contra ativistas envolvidos na luta contra a impunidade.

Segundo o relatório anual do Observatório para 2009, que é uma iniciativa conjunta da Organização Mundial contra a Tortura (OMCT) e a Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH), autoridades e grupos privados exerceram a repressão contra o descontentamento social.

O documento também denuncia que a maior repressão no continente se deu em um contexto de fragilidade institucional, aumento das reivindicações sociais, conflitos por terra ou violência desmedida na luta contra o tráfico de drogas.

Entre os casos concretos, são citadas “campanhas de difamação orquestradas pelos Governos” em Colômbia, Peru, Nicarágua, Venezuela e Cuba.

Também merecem menção a “vigilância das atividades de ONGs em Chile, Equador, Honduras, México, Nicarágua, Peru e Estados Unidos”, assim como “investigações sobre seu financiamento no na Nicarágua”.

Além do Brasil, a instrumentalização do sistema judiciário para punir atividades em prol dos direitos humanos ocorreu em Chile, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Venezuela.

Os ativistas envolvidos na luta contra a impunidade foram alvo de mais perseguições, ameaças e, em alguns casos, tentativas de assassinato em Argentina, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Peru.

Os sindicalistas e defensores dos trabalhadores “pagaram um alto preço, às vezes inclusive com a vida, em Chile, Guatemala e Honduras e Colômbia – país onde houve mais sindicalistas assassinados no mundo”.

Na Argentina, El Salvador, EUA e México, os defensores dos direitos das mulheres que buscavam reparação para vítimas de violência sexual também foram vítimas de repressão.

O relatório mostra que, “na América Latina, o emprego desproporcional da força em reação a movimentos sociais deu lugar ao uso de armas de fogo contra manifestantes (no Peru), ou a assassinatos de dirigentes de movimentos sociais (na Colômbia, Guatemala, Honduras)”.

O estudo destaca o caso positivo da Bolívia, “onde aumentaram as possibilidades para que os cidadãos debatam livremente sobre as políticas públicas”.

Fonte: Portal Terra