Tag Archives: campanha

Os caras amassadas e a imprensa livre

27 maio

A ONG Repórteres sem Fronteira criou uma ótima campanha em prol da liberdade de imprensa. Com a foto de 3 dos 40 maiores predadores da liberdade de imprensa com o rosto amassado em páginas de revistas, a ONG quer mostrar que apenas sem eles a liberdade de imprense estará garantida. Se contra o Collor o Brasil tinha os caras pintadas, contra a liberdade de imprensa a Repórteres Sem Fronteira tem os caras amassadas.

A ideia genial tem como “garotos propaganda” os presidentes Mahmoud Ahmadinejad, do Irã; Kim Jong Il, da Coreia do Norte; e Mauammar Kadafi, da Líbia.

A campanha, da Saatchi & Saatchi e dos artistas Sthephen J. Shanabrook e Veronika Georgieva, ainda inclui um vídeo que mostra os garotos propagandas serem lentamente amassados. Ao final, o slogan diz:  Somente a imprensa livre pode feri-los.

Veja o vídeo:

Do que nós precisamos?

14 jan

É difícil ver iniciativas empresariais que sejam realmente verdadeiras. Pelo menos eu sempre desconfio. Mas hoje assisti ao vídeo StrabucksLoveProject.com e simplesmente amei. Fiquei toda arrepiada.

A rede americana Starbucks doará 5 centavos de dólar a cada acesso ao vídeo, que está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Nh7D2g5v-Sg, para a campanha contra a Aids na África.

Aids na África

O continente africano é o mais atingido pela doença. Desde a descoberta do HIV, nos anos 80, cerca de 11,5 milhões de pessoas foram vítimas na África Meridional – número quase igual ao da população da cidade de São Paulo.

No Zimbábue, país que junto com Botsuanda tem as taxas mais altas, 25% de todos os adultos estão infectados pelo vírus. No país vizinho, a Zâmbia, uma em cada quatro crianças com menos de 15 anos é órfão de pais que faleceram devido à doença. E a tendência é de que os números cresçam até 2020.

Na década que se inicia, um milhão de crianças devem ter seus pais mortos pela Aids, acredita a ONU.

Até mesmo a África do Sul, país mais rico de continente e que marcou a história da medicina ao realizar o primeiro transplante de coração, escapou. Em pouco mais de uma década, quase 3 milhões de casos foram registrados deixando 360.000 mortos.

Além da falta de informação, o tratamento no continente africano custa para um único paciente o equivalente a um ano de estudo para 400 crianças.

Ao que tudo indica, nós precisamos de amor, mas a África necessita de muito mais que isso. Acesse o vídeo, faça você também alguma coisa.

Por uma imagem mais humana

4 jun

Fotos de desastres, fome, pobreza e de situações de pessoas em risco social são bastante comuns. Sempre estampam capas de revistas e primeiras páginas de jornais. Mas e onde ficam as boas notícias e, claro, as boas imagens?

Dizem que boa notícia (consequentemente boa imagem?) não vende jornal e arrisco entrar nesta seara afirmando que acho essa ideia totalmente intolerante, principalmente quando pronunciada da boca de um comunicador. Para mim, quem afirma isso ou é doente da cabeça ou bom sujeito não é. Repetir o jargão é perpetuar um sistema falido e incoerente, pelo menos com o que eu acredito.

Talvez pensando nisso, o Centro Internacional de Polícias para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), com parceria da ONU, lança a Campanha Global de Fotografia com o tema Humanizando o Desenvolvimento. Divulgada no início deste mês, a campanha busca promover e exibir bons exemplos de pessoas vencendo a batalha contra a pobreza, a exclusão social e a marginalização. Com isso – e de alguma forma – este projeto visa combater as imagens (e, por que não?, o olhar das notícias sobre o tema desenvolvimento humano) sempre perpetuadas.

Além disso, a campanha ainda quer difundir ações bem sucedidas e inovadoras. A participação, que tem recebido incentivo de todo o mundo, é livre. Basta enviar sua foto para o site da campanha.

No entanto, a foto deverá retratar uma das 14 áreas temáticas da campanha, que se relacionam com os Objetivos do Milênio. O projeto terá uma galeria de fotos permanente no escritório do IPC-IG e uma série de exposições em diversas cidades ao redor do globo. As contribuições também farão parte de um banco de imagens que será compartilhado com parceiros da campanha, departamentos da ONU e várias agências.

Por Adriana Franco
Com informações do site da ABONG.