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Prêmio Top Blog 2010

19 maio

Como falei há alguns posts, de vez em quando recebo gratos retornos pelo blog e pelo meu exercício eterno de praticar um jornalismo mais engajado, social, interessado e, principalmente, interessante.

Embora pequeno, o retorno me enche de gás e me faz acreditar que é possível mudar e melhorar o mundo através do exercício da profissão que escolhi pra vida inteira.

Pensando nisso, acabei inscrevendo o blog no prêmio TOP BLOG 2010 na categoria variedades. Como não tem nenhuma categoria que se iguale ao jornalismo social, engajado ou que tais, inscrevi em variedades como determina o regulamento.

Já pedi o voto dos conhecidos. E você, que passa aqui, se achar que o blog vale o seu voto, fique à vontade. Basta clicar no logo na barra lateral e votar. A casa agradece!

Brasileira ganha prêmio internacional de direitos humanos

27 out

Sandra Carvalho, advogada, socióloga e diretora da organização não-governamental Justiça Global, ganhou o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF), por sua atuação social.

A advogada, socióloga e diretora da organização não governamental Justiça Global, Sandra Carvalho, é a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF). A homenagem ocorreu na última semana em Nova York. O prêmio da HRF é concedido desde 1986 a pessoas que se destacam na “luta pela igualdade e pela liberdade de pensamento, de expressão e pela liberdade religiosa em suas sociedades”.

Entre as personalidades que já receberam a homenagem estão o ex-senador norte-americano Edward Kennedy, as ativistas paquistanesas Asma Jahangir e Hina Jilani, que ocupam altos cargos na ONU, e a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson, que foi também alta-comissária de direitos humanos das Nações Unidas. Neste ano, também recebeu a homenagem o ativista Principe Gabriel Gonzalez, que atua na defesa dos direitos de presos políticos na Colômbia. A cerimônia de premiação foi no Chelsea Piers, um centro de convenções na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

A decisão de premiar a brasileira, de acordo com a HRF, é um reconhecimento ao trabalho de Sandra no combate à violência policial e aos grupos de extermínio, na luta pela reforma agrária e na fiscalização aos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional. Outro ponto do trabalho de Sandra destacado pela organização foi sua atuação nas denúncias contra a perseguição e a criminalização dos movimentos sociais e defensores de direitos humanos no Brasil.

A HRF, organização de direitos humanos fundada em 1978, destacou ainda, ao anunciar a premiação, as diversas ameaças endereçadas a Sandra desde o início de sua militância na década de 1990, quando ainda era estudante de ciências sociais e trabalhava como pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) e como estagiária da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos (CTV).

Em 1992, Sandra integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandra se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho no NEV para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro. Em 1993, já era coordenadora executiva da CTV.

Durante toda a década de 1990, em São Paulo, Sandra Carvalho focou seu trabalho na fiscalização de crimes e abusos cometidos por policiais. Ela denunciou grupos de extermínio, chacinas e locais utilizados para extorsão, tortura e desova de cadáveres. Como coordenadora executiva da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a brasileira atuou na onda de rebeliões na Febem, em 1999. No mesmo ano, ajudou a fundar a Justiça Global.

Atualmente, a Justiça Global atua em 13 estados. Além de se envolver com as questões de segurança pública, a organização trabalha para garantir proteção a defensores de direitos humanos que sofrem ameaças e a movimentos sociais criminalizados ou perseguidos.

Fonte: Agência Brasil

Esforços reconhecidos

29 jun

Até 30 de setembro estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Prêmio USP de Direitos Humanos. Criado por uma resolução, em 1999, o prêmio visa homenagear com troféu e diploma pessoas e instituições externas à comunidade acadêmica que, com suas atividades, contribuam significativamente para a difusão e divulgação dos direitos humanos, da paz, da tolerância e da justiça social no Brasil.

A concessão do título é anual e pode ser atribuído, tanto na categoria individual quanto institucional, como reconhecimento a estudos, pesquisas, ações concretas e atividades positivas. A premiação acontece em dezembro.

Para inscrever-se ou obter mais informações, clique aqui ou escreva para direitoshumanos@usp.br ou ligue (11) 3255-5538 / 3091-2209.