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Repórter Brasil lança site sobre Comunicação e Educação

10 fev

Repaginado e com conteúdos inéditos, nova seção já está no ar. Para acessar, clique em “Educação e Comunicação” no menu da esquerda do site da Repórter Brasil ou entre diretamente: www.comunicarparamudar.org.br

 

A ONG Repórter Brasil inagura site repaginado, com conteúdos inéditos, de sua área de Comunicação e Educação. A experiência de anos em comunicação comunitária e educação para as mídias está reunida agora no espaço virtual
Comunicar para Mudar o Mundo. Para acessar, basta clicar em “Educação e Comunicação” no menu da esquerda em www.reporterbrasil.org.br ou digitar o endereço: www.comunicarparamudar.org.br.

“Concebemos o site como forma de disponibilizar materiais de nossos cursos e palestras desde 2001 e compartilhar as reflexões teóricas sobre a prática que temos realizado desde então”, afirma Rodrigo Ratier, coordenador da área de Comunicação e Educação da Repórter Brasil.

Segundo ele, as maiores novidades concentram-se na seção sala de aula. Nela, é possível baixar livremente apresentações em Power Point, planos de aula e questionários para avaliar o que os alunos conhecem sobre comunicação. “Nossa intenção é atualizá-la constantemente, ampliando a lista de opções que os internautas pode utilizar livremente no dia a dia de suas classes ou grupos de interesse”, explica o coordenador.

Os recursos não param por aí. Na seção “um pouco de teoria”, é possível conhecer a perspectiva que embasa as ações de formação do programa Comunicar para Mudar o Mundo (atualmente, oferecido apenas sob demanda de secretarias de Educação, universidades, escolas, associações e ONGs). Já “cursos oferecidos” apresenta a metodologia e o histórico das formações da ONG, incluindo registros de atividades e produções dos alunos.

Há também links para o blog do “Comunicar para Mudar o Mundo, que faz a cobertura das notícias mais relevantes na área de comunicação e educação e o caminho para entrar em contato com os responsáveis pela área.”São opções para contemplar professores de todas as disciplinas que queiram discutir mídia em suas aulas, assim como lideranças, comunicadores comunitários e estudantes que desejem se inteirar sobre o assunto. Fica também o convite para que todos se manifestem com sugestões, críticas e comentários para melhorarmos ainda mais o site”, finaliza Rodrigo.

Para mais informações:
Rodrigo Ratier: rratier@gmail.com, (11) 9378-8226 ou
Edilene Cruz: edilene@reporterbrasil.org.br, (11) 2506-6570, ramal 11

Fonte: Repórter Brasil

O trabalho escravo não acabou

22 maio

Essa não é a notícia que eu gostaria de dar, mas ainda é fato (recorrente, diga-se de passagem) no Brasil e no mundo.

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje, dia 22, 12 pessoas envolvidas não só com o trabalho escravo, mas com o tráfico de pessoas. A quadrilha desarticulada na operação “Da Shan” é acusada de aliciar imigrantes ilegais chineses para o trabalho escravo no Brasil.

Entre os presos estão 11 coiotes, responsáveis pela entrada dos estrangeiros no País, e o líder do grupo, um chinês conhecido como Tony.

A operação aconteceu simultaneamente em Porto Velho (RO), Guajará-Mirim (RO), São Paulo (SP) e Recife (PE). Na capital paulista, cerca de 40 imigrantes ilegais trabalhavam como escravos na região da rua 25 de março.

Os presos responderão por formação de quadrilha e por manter os imigrantes em condições análogas à escravidão. A pena pode chegar até 11 anos de prisão.

Relatório indica fragilidade de migrantes

O segundo Relatório Global sobre trabalho forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado recentemente indica que os imigrantes são mais vulneráveis a estas situações.

De acordo com o chefe do Programa de Ação Especial para o Combate ao Trabalho Forçado da OIT, Roger Plant, a garantia do direito dos trabalhadores migrantes se enquadra como um desafio particular.

“Eles são mais vulneráveis quando estão em situação irregular, sob o risco de denúncias e de deportação”, argumenta o representante da OIT. Ele realça, todavia, que há evidências de que migrantes em situação regular também podem se tornar vítimas de trabalho forçado por meio de formas contemporâneas de servidão de dívida.

Depois da Ásia, a América Latina representa o maior número de casos de trabalho forçado no mundo. De acordo com o relatório, a servidão por dívida é a forma mais comum de trabalho forçado na América Latina.

“A ação de combate ao trabalho escravo forçado tem que ser parte de um amplo quadro de medidas e programas destinados a reduzir a pobreza e promover os direitos humanos”, receita o Relatório Global da OIT 2009.

Medidas brasileiras

Apesar do grande número de trabalhadores libertados no País – foram 5,2 mil trabalhadores em 2008, de acordo com o relatório anual Conflitos no Campo Brasil 2008, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) –, o Brasil continua como destaque no combate do problema, segundo o Relatório Global.

Além da Lista Suja – cadastro mantido pelo governo com nome dos empregadores que se utilizam de mão-de-obra escrava – o Brasil ainda mantém o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), a Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Conatrae), o Plano Nacional e o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reúne mais de 180 empresas.

Além das medidas legais e dos órgãos específicos, como a OIT, o combate ao trabalho escravo no Brasil conta com ajuda de entidades da sociedade civil e outras ONGS, como a Repórter Brasil, o Instituto Ethos e o Instituto Observatório Social, que monitora desde 2007 as empresas signatárias do Pacto.

Por Adriana Franco
Com informações do UOL e Repórter Brasil