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Igualdade racial e o debate no twitter

17 jun

Há que se pretende uma rede social? Fazer amigos? Ampliar contatos profissionais? Resgatar amores e amigos do passado? Debater assuntos banais? Se aprofundar sobre temas importantes e interessantes?

Talvez, hoje, as redes sociais se destinam a tudo isso e (infelizmente) a outras coisas mais, que nem sempre são positivas e descambam para o ilegal. Mas hoje ver o tema da Igualdade racial entre os Top Trend Brasil (uma espécie de ranking dos termos mais postados) no Twitter me estimulou a acompanhar o debate.

As opiniões são diversas e variam do preconceituoso ao esclarecido sobre o tema. Olhando por um lado acho que as opiniões independem. Somente a oportunidade de se debater o tema na rede já é em si muito valioso.

O Estatuto
O Estatuto da Igualdade Racial é um projeto de Lei de autoria do Senador Paulo Paim (PT-RS), que tramita há sete anos no Congresso. O projeto estabelece que o poder público deve adotar programas de ação afirmativa para tentar reduzir as desigualdades étnicas.

Nesta quarta-feira, o Senado aprovou o Estatuto sem alterações e agora o texto segue para sansão presidencial.

Entre as alterações ocorridas, está a substituição do termo desigualdade racial por desigualdade étnica. O projeto reafirma a liberdade de culto religioso, já previsto na Constituição Federal assim como reafirma a obrigatoriedade do ensino de História Geral da África e História Geral da População Negra no Brasil nos ensinos fundamental e médio, como já previsto em lei.

O PLS também determina que os governos incentivem pesquisas de temas de interesse dos negros e a inclusão de alunos negros nos programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Através de políticas públicas, o princípio da saúde da população negra será garantido pelo poder público prevê o texto. Além disso, prioridades sanitárias e de redução de morte natural ou violenta de negros em todas as idades serão providenciadas.

Na toada de reconhecer direitos já garantidos estão o direito à propriedade de populações que ocupam antigos quilombos, o direito à moradia adequada e o reconhecimento das sociedades negras, clubes e outras formas de manifestações coletivas.

O que saiu
Entre as alterações no texto, estão a criação de cotas para negros nas escolas, a criação de incentivos fiscais para empresas com mais de 20% de funcionários negros, a reparação à população negra por prejuízos relacionados à discriminação racial e a cota de 10% para negros em partidos políticos e em coligações partidárias. Todos estes assuntos foram retirados do PLS original.

Por Adriana Franco

Comunicação: a peça mais importante

23 jun

De acordo com o professor da Faculdade de Ciências da Comunicação, da Universidade Nova de Lisboa, Adriano Duarte de Rodrigues, a comunicação é peça fundamental para as guerras. “Não admira, por isso, que a fotografia, o cinema, o megafone, a telefonia, o telégrafo, a televisão tenham sido logo associados, desde os primeiros tempos ao campo militar. A história, senão a origem dos media, depende em grande parte da história das próprias armas” afirma no livro estratégias de Comunicação.

Não que eu vá falar de guerra aqui, mas sim da importância da tecnologia para a difusão de informações. Quem não se lembra da foto abaixo?

Esta e outras imagens são marcantes na história do mundo e fizeram com que algumas denúncias fossem feitas e algumas trágicas realidades, encaradas.

Desta vez, são as redes sociais juntamente com os celulares e as câmeras fotográficas portáteis que estão permitindo uma cobertura diferenciada.

A preocupação para o uso (e domínio) destas ferramentas pelos profissionais tem sido tão grande que Centro de Imprensa Estrangeira de Nova York convidou correspondentes internacionais para um workshop sobre como usar o Facebook, Twitter e LinkedIn em grandes coberturas, como a atual no Irã.

O regime de Teerã tenta bloquear a difusão destas informações, mas a rede é rápida e mais fácil de burlar (ou seria melhor dizer mais difícil de controlar?) . Ou seja, pessoas do mundo todo estão colaborando para que iranianos tenham conhecimentos de links alternativos para acessar as redes sociais e difundirem a informação.

Quem sabe, se o marco zero desta nova forma de revolução não sejam as imagens que mostram  a morte da jovem Neda Salehi Agha Soltan, que repercurtiu pelo mundo todo através do Youtube e, em seguida, pelo Twitter e pelo Facebook?